Agulhas de roseira que pisam os teus lábios molhados
O estrambelhar da corte a exibir os artifícios prateados
de correntes secas e circundantes
metálicos sons de pequenos sinos distantes
Cheira a suor; vê-se a plenitude de cinzento no ar;
sente-se consciência azul e deprimente
Em vara preta e brincalhona, move-se quente
E agita o doce líquido de azul mar.
Vejo a grandeza de cima
Quando a tento agarrar, foge-me das mãos
escorrega-me docemente dos meus dedos esguios
Desliza de novo para os seus lugares, para os seus ternos medos frios,
E não quer saber de fábulas, nem de brutos esforços vãos.
Punhal diagonal que se ergue
projecta uma sombra na roda em parede branca
Será que cede, será que canta?
não penso que mate, penso que arranca
A uma musa esguia o coração.
É um canto de sereia que me encanta
E me leva estável e decidido
Para a frente de um discutível castigo
Espera: afinal é noção
É lunática batalha, vermelha paixão
Indecisa lareira, alento aquoso de mineral solidão.
E observo ainda largamente
Num silêncio cavernoso e sorridente
Este nosso mundo, tão sólido e latente
História muda matizada de amarelo em radiação
Pois mexem-se as máscaras neste teatro, nesta ilusão
E não param o espectáculo até que a hora final chegue
Que a Sombra os cubra de escuridão
E envolva num manto até que reste apenas
Escuridão pulsante,
lustro de pó
E penas.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Que hei de fazer a esta mão?
Que hei de fazer a esta mão que se ergue?
dedilha o fumo brando, saboreia o branco, avista o azul e o vazio
Baila no ar sentindo
o bafiento chamar do dourado cantar
Pássaro brilhante e lunar
Desprovido de pousio.
é um antebraço pálido
Mão esquálida
Esta inconstância descrita a bater nos ouvidos e nas narinas de arrastão.
vermelhos brilham os capilares à luz
Ver o mundo em laranja, cansativa coloração
Através desta pele, destas cores
De tamanha e rósea paixão
Ah como odeio o mundo e toda a gente
Já diria o Verde - nem os posso ter mais bizarros!
Fazem debates pintam quadros
Dançam energicamente
O que são eles?
Cadáveres adiados
Já não suporto ver esta gente
Cansam-me as falas, os maus-olhados
Irritam-me os berrantes telhados
Acima da sua consciência
E o pior é que sou um deles!
Que hei de fazer a esta mão que se ergue?
dedilha o fumo brando, saboreia o branco, avista o azul e o vazio
Baila no ar sentindo
o bafiento chamar do dourado cantar
Pássaro brilhante e lunar
Desprovido de pousio.
é um antebraço pálido
Mão esquálida
Esta inconstância descrita a bater nos ouvidos e nas narinas de arrastão.
vermelhos brilham os capilares à luz
Ver o mundo em laranja, cansativa coloração
Através desta pele, destas cores
De tamanha e rósea paixão
Ah como odeio o mundo e toda a gente
Já diria o Verde - nem os posso ter mais bizarros!
Fazem debates pintam quadros
Dançam energicamente
O que são eles?
Cadáveres adiados
Já não suporto ver esta gente
Cansam-me as falas, os maus-olhados
Irritam-me os berrantes telhados
Acima da sua consciência
E o pior é que sou um deles!
Desconforto
Que é isto?
É grunhido sonoro que se desenrola constante,
vomitado inconsciente da mente diversa e rastejante,
matreiro fácil,
inútil roupeiro,
focinho de cão,
animal solteiro.
É exibicionismo material ornamentado,
consumismo individual mentalmente atordoado,
sentido de realidade obstruído,
sentimento de matagal instruído.
Pareceriam arder estas percepções
Mas só ao longe,com deturpadas, turvas limtações.
Entra o estrangeiro batente
Aborreço o leitor que se cansa
Parece que não tenho uma arte que alcança
Tal baluarte estendido e sereno.
E desorienta-se disperso
Numa verdejante pretensão
Aquele brilhante Sol nascente
vívido e ameno.
Perde-se a minha orientação
Apagam-se os meus segredos
não consigo sair desta quadra, desta maldição
Parecem-me lamacentos os penedos.
Já começo a lentificar.
Os meus versos perdem força
Porque nunca existiram.
Espero um dia conseguir ficar
desperto numa quente displasia,
palavras que me dou ao trabalho de inventar
so falo em eu, eu eu em demasia.
Mas não saio dos meus limites
impostos por esta falsa folia
comprimido mal passado
Gargântua pálida que prende o dia
Porque não saio daqui?
Porque não vejo a luz desse ranhoso dia?
Toda a gente tem um herói...
Eu questiono-o sem cessar e segundo o escrito da arritmia...
Mato-o por dentro
Estrangulo como raivoso cão
Almejo-o a morrer, pálida pele fria
Choques de prazer em moribunda razão.
É grunhido sonoro que se desenrola constante,
vomitado inconsciente da mente diversa e rastejante,
matreiro fácil,
inútil roupeiro,
focinho de cão,
animal solteiro.
É exibicionismo material ornamentado,
consumismo individual mentalmente atordoado,
sentido de realidade obstruído,
sentimento de matagal instruído.
Pareceriam arder estas percepções
Mas só ao longe,com deturpadas, turvas limtações.
Entra o estrangeiro batente
Aborreço o leitor que se cansa
Parece que não tenho uma arte que alcança
Tal baluarte estendido e sereno.
E desorienta-se disperso
Numa verdejante pretensão
Aquele brilhante Sol nascente
vívido e ameno.
Perde-se a minha orientação
Apagam-se os meus segredos
não consigo sair desta quadra, desta maldição
Parecem-me lamacentos os penedos.
Já começo a lentificar.
Os meus versos perdem força
Porque nunca existiram.
Espero um dia conseguir ficar
desperto numa quente displasia,
palavras que me dou ao trabalho de inventar
so falo em eu, eu eu em demasia.
Mas não saio dos meus limites
impostos por esta falsa folia
comprimido mal passado
Gargântua pálida que prende o dia
Porque não saio daqui?
Porque não vejo a luz desse ranhoso dia?
Toda a gente tem um herói...
Eu questiono-o sem cessar e segundo o escrito da arritmia...
Mato-o por dentro
Estrangulo como raivoso cão
Almejo-o a morrer, pálida pele fria
Choques de prazer em moribunda razão.
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