sábado, 26 de fevereiro de 2011

Que hei de fazer a esta mão?

Que hei de fazer a esta mão que se ergue?

dedilha o fumo brando, saboreia o branco, avista o azul e o vazio


Baila no ar sentindo
o bafiento chamar do dourado cantar
Pássaro brilhante e lunar
Desprovido de pousio.


é um antebraço pálido
Mão esquálida
Esta inconstância descrita a bater nos ouvidos e nas narinas de arrastão.


vermelhos brilham os capilares à luz
Ver o mundo em laranja, cansativa coloração
Através desta pele, destas cores
De tamanha e rósea paixão


Ah como odeio o mundo e toda a gente

Já diria o Verde - nem os posso ter mais bizarros!

Fazem debates pintam quadros
Dançam energicamente
O que são eles?
Cadáveres adiados
Já não suporto ver esta gente
Cansam-me as falas, os maus-olhados
Irritam-me os berrantes telhados
Acima da sua consciência
E o pior é que sou um deles!

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