E mesmo na cara do destino rimo-nos dele
Como se a máscara grega fosse verdade
E as míseras veias da vaidade
Desaparecessem em suduríperas asneiras
Nas dores pálidas e suaves da piedade
Que não quer mais a nossa língua
Que atingir o infinito nas lareiras
E ao desaparecer no ninho derramasse
As mágoas coaguladas nos montes, nas barreiras
E ao corroerem, as lágrimas se fundissem em tais muros
Choros mártires, desmontados, descalçados e duros.
E desmontassem buracos das beiras.
Encontrei;
A magia é uma dor.
Achava que me safava.
Achava que era calor.
Olhei no espelho a figura que fazia.
Não existem as mágoas existe a dor
Existe a merda existe a tusa
Existe a mórbida essência, o amor.
Plenitude que não é mais que prata
Solidão que não é mais que ardor
Num peito idiota apodrece esquálida
A vida eterna do desejo matador.